pela metade...



agora a metade faz sentido, porque a metade pode ser inteira sem ser completa. aquele bocado, aquele quase-tudo, em si é suficiente. 
não divagando. 
eu sou inteira. não sou completa porque preciso dos outros neste mundo mas, na metade que o meu mundo é, sou sã e coerente. sou inteira.
ainda me falta muito para ser completa. 
mas como não é algo que possa agarrar na carteira e comprar (mesmo que tivesse dinheiro para o fazer) vou dando tempo à outra metade do mundo para se organizar e arranjar espaço e tempo. 
portanto neste meu presente, a minha existência, faz sentido pela metade.





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